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O doce gosto do Senhor

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Quem me conhece bem sabe que, mesmo sem jamais ter provado, detesto canja de galinha. Se me perguntarem qual o motivo de eu não gostar desse prato minha resposta será porque tenho um método pessoal que me ajuda a decidir se devo ou não comer aquilo que está diante de mim. Em outras palavras, a comida precisa passa por alguns testes, do contrário, jamais farão parte de minha dieta alimentar. O primeiro é o teste do cheiro. Qualquer alimento a que eu venha ingerir conscientemente precisa cheirar bem. E aqui a canja já dançou. O segundo é o teste da aparência. Para mim, nada como saborear uma comida bem apresentável. E, neste caso, costumo “comer com os olhos”, literalmente. Novamente a canja não passaria no meu teste. Por último vem o teste do paladar. Esta é a parte prática; a confirmação de que o alimento está aprovado e definitivamente provado. E eu só provo aquele alimento que passou nos dois testes anteriores. Tenho consciência de que o teste é falho e que posso estar deixa...

Em busca de Intimidade

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Se há algo que todo o cristão autêntico procura ter é intimidade com Deus. E para suprir esta demanda espiritual não é difícil de encontrar no mercado inúmeras fórmulas mágicas que procuram apresentar o indivíduo ao Todo-Poderoso. São várias as ofertas de “proximidade com o Altíssimo ou o seu dinheiro de volta” que vemos publicadas nas livrarias de todo o mundo. Mais complicado ainda é quando alguém se oferece para ser íntimo de Deus em seu lugar, ou seja, quando para poupar “esforços” dos que não tiveram sucesso, algum pretensioso assume a posição de íntimo de Deus, achando que possui acesso privilegiado ao portão celestial. Estes buscam o lugar de defensores dos fracos e oprimidos espiritualmente. Verdadeiros heróis que procuram representar a plebe diante da corte do Rei. Porém, ter intimidade com Deus não é como entregar o seu cartão de visitas para o presidente de alguma empresa. É criar laços de proximidade que façam você conhecê-lo dia após dia, ao invés de visitar a sua sala...

Deus, cadê você? Eu vim aqui só prá te ver!

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Uma das perguntas mais constantes em nossos diálogos com Deus é: Onde estás Deus? Às vezes quando me deito na cama, minha esposa tenta manter algum tipo conversa de final de dia comigo. Provavelmente ouço-a durante os primeiros cinco minutos. Mas em poucos instantes lá está ela de novo falando sozinha. De repente, no meio da conversa (não seria um monólogo?), acordo e tento acompanhar o fio da meada, mas sem sucesso. Não o faço por querer, pois procuro escutá-la sempre (que possível). O problema está no estado em que me encontro. Tomado de sono e cansaço. É assim que a maioria de nós nos encontramos em relação a Deus. É assim que nos apresentamos diante de um Deus que não dorme jamais. E olha que chegamos a julgar que tudo está bem conosco e Deus é quem precisa se apresentar para nos ouvir. Na verdade me parece que Deus não é uma das companhias mais excitantes. Basta que se inicie o sermão de domingo, ou que fechemos os olhos para orar, que sempre aparece alguém para manifestar o...

Pisem nas baratas

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Fico impressionado como muitos de nós temos tanta coragem para vencer grandes desafios e ao mesmo tempo tanto medo de coisas tão pequenas! Que paradoxo! Tenho um amigo que me aparenta não ter medo de coisa alguma. Ou pelo menos, de quase nada. Um dia fui à sua casa e, para minha surpresa, lá estava ele morrendo de medo de uma pequena barata. Sua alegação era que aquela não era uma barata qualquer. Era uma voadora! (uau!). Pensei comigo mesmo: realmente esta “enorme” barata possui poderes tão especiais que é capaz de amedrontar meu corajoso amigo. Fico pensando que situações bem parecidas como a do meu amigo acontecem por demais em nosso mundo espiritual. “Baratas” voadoras e gigantes se levantam pela manhã perguntando-se: “Opa, quem é que eu vou amedrontar hoje?” Então, alojam-se no telhado de alguma casa para ali representar sua cena de terror e medo. As baratas aqui são aquelas pequenas coisas da vida que em nosso dia-a-dia tornam-se monstros gigantes, dos quais morremos de med...

Enfim o arco-íris

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Depois de toda aquela chuvarada aqui no Rio de Janeiro, finalmente consegui sair de casa de carro. Foram dias muitos difíceis para aqueles que tiveram suas casas invadidas pelas águas. Muitos ainda estão a calcular o prejuízo e somente então pensarão em recomeçar. Meu bairro ficou sem acesso a veículos por conta do fechamento de uma ponte, e assim fiquei ilhado por alguns dias. Mas com o baixar das águas, fui levar minha filha ao colégio. Ao olhar para os lados, constatei a destruição causada pelas águas. Mas quando resolvi olhar para o horizonte deparei-me com o arco-íris. Não resisti e parei o carro e mostrei à minha filha um dos mais belos arco-íris que já vi em minha vida. Precisava disso. Lembrei-me de Noé e do pacto que Deus fez com ele e com toda a criação. A grosso modo o arco-íris nada mais é do que o sol brilhando sobre gotas de chuva, mas para nós, cristãos, representa a mão do próprio Deus agindo em favor da humanidade. Lembrei-me também que a Bíblia diz que o choro (chuv...

Viva a pluralidade!?????

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No mundo pluralista em que vivemos é fácil encontrar uma série de comportamentos indesejáveis aos que desejam seguir as verdades de Deus. Até porque a própria verdade (não a de Deus) também está relativizada pelas circunstâncias que tentam nos dominar. Junto a isso vemos a banalização tomando conta da vida das pessoas em geral, cujos valores foram corrompidos e, rendidos ao que é secular, “deixam a vida os levar”. Completando esta pluralidade encontra-se um ser extremamente espiritualizado, mas longe de ser espiritual. Em outras palavras, nunca o homem buscou tanto a Deus com tanta superficialidade! Temos assim nos tornado uma colcha de retalhos, remendados ao nosso bel prazer, de acordo com a conveniência de cada um. Por outro lado, sabemos que Deus ainda se faz presente neste mundo. Ele não nos abandonou. Nem pode. Vai contra sua natureza. Nós sim o abandonamos. Ao contrário de nós, Deus se mantém imutável diante do pluralismo humano. A presença dele vem nos alertar que estamos à b...

Noé, cadê você?

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As últimas cenas desta terça-feira no Rio de Janeiro, mostradas pela televisão, nos coloca diretamente na cena do dilúvio bíblico. Já choveu durante 24 horas e parece que não irá parar tão cedo. As ruas estão todas alagadas, o rio perto da minha casa transbordou, meu quintal (e o dos meus vizinhos) parece mais um lago. Parece que tal acontecimento pegou a todos de surpresa, não restando tempo algum para nos prepararmos para tamanha tragédia. Mas fico imaginando se o que aconteceu tivesse sido avisado, com antecedência, pelos canais de mídia. Acredito que, de uma maneira geral, as pessoas continuariam normalmente suas vidas, sem se preocuparem com este comunicado. Quem mora em lugares de risco continuariam dentro de suas casas, os trabalhadores continuariam a trabalhar, quem precisasse sair de casa sairia normalmente, e assim por diante. É assim que as coisas funcionam conosco. Diante do perigo previsto, preferimos continuar em frente. E isso se aplica a qualquer segmento da vida huma...